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RELATOS

Chorei e ninguém viu!

Coronel Montibeller · 2 MIN · 26 de dezembro de 2025

Não era só calor não! Tinha até onça...

ONDE CHOREI E NINGUÉM VIU, OUVIU OU SENTIU

Olha, o negócio no Jalapão em setembro de 2025 foi bruto, viu? O sol tava castigando tanto que na sombra batia 48 graus e a areia parecia uma chapa de lanche com 63 graus. Se bobear, fritava o pé através da bota. O lugar é um misto de mato seco com espinheiro que não dá trégua pra ninguém. Pra achar um murici ou um cajuí pra enganar a barriga, a gente tinha que andar um bocado, e cada passo era um gasto de energia danado que parecia que a gente ia pifar no meio do caminho. É o tipo de lugar que não aceita erro; ou você joga limpo com a natureza, ou ela te engole.

E não era só o calor não, a onça tava ali na bota, dava pra sentir que o bicho tava por perto vigiando a gente. Tivemos que ser espertos e mudar o esquema de serviço: o trabalho pesado só rolava nas horas mais frescas, bem cedinho ou no final do dia, pra não fritar o motor e evitar a desidratação. Levantamos uma cerca de espinho reforçada, o tal do boma, pra garantir que ninguém ia virar janta de bicho de madrugada. E água? Tinha que escolher a dedo onde pegar e economizar cada gota como se fosse ouro, porque ali o desperdício é sentença de morte.

Mas o que segurou o rojão mesmo foi a parceria da moçada. Se o pessoal não tivesse fechado um com o outro, a gente tava lascado. Teve que ter muito peito pra encarar o desafio e respeitar quem tava no comando sem chiar, porque ali não tem espaço pra amadorismo nem pra corpo mole. A gente aprendeu na marra que resiliência é aguentar o tranco sem perder a moral e que a coragem de verdade aparece quando o cansaço bate. Agora, tô na maior pilha pra chegar logo setembro de 2026 e a gente encarar o desafio no Pantanal, porque o bicho vai pegar e eu quero estar lá na linha de frente com essa equipe!

#vrb